Mais uma vez, a ilegalidade pertence a nós.
Não pôde a Câmara de Lisboa colocar radares na cidade, para logo aparecerem os incautos a vociferar contra a lei e contra o sistemático “roubo”.
Dos vários argumentos que ouvia sobre os radares de Lisboa era que os condutores tinham de travar para não serem apanhados pelos radares. Ou seja, os prevaricadores já vinham em ilegalidade, tinham de travar, passar nos limites estipulados na lei e depois sim, acelerarem à sua boa vontade até aparecer um novo radar e (que chatice…) voltar a travar para respeitar a lei.
Petições houveram, protestos internautas surgiram, escritos a dizerem que era uma medida imprópria para quem andava na cidade. Tudo em favorecimento ao modo de funcionamento que rege o trânsito em Lisboa. A bem da cidade, diziam outros.
A bem da cidade era respeitarem efectivamente os limites de velocidade que são impostos pela lei. A bem da cidade era os condutores respeitarem os peões sem estes terem de agradecer cada vez que atravessam uma passadeira. A bem da cidade, é diminuir o número de atropelamentos que existem todos os anos devido ao excesso de velocidade.
Por isso, os ilegais são os verdadeiros beneficiados. Quem é sério e legal, está “condenado”. (isto é um bocado estranho, não é?)
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