Eu diria antes outra coisa: “Faltou a ESQUERDA certa na Trindade”.
Não é com paradigmas ideológicos ou comícios mediatizados que se combate a falta de esquerda que o Governo Socialista preconiza nestes tempos de incúria política.
Juntar Manuel Alegre (claramente na busca do protagonismo pessoal) a um comício do Bloco de Esquerda, assim como outras pessoas do PS é juntar a fome com a vontade de comer (termo irónico e actual).
Ana Benavente, qual palatina do socialismo e da realidade, esquece-se que pertenceu a um governo de António Guterres, que de socialismo e de esquerda pouco tinham, a par do de José Sócrates. Ainda para mais, evocando o actual Secretário-Geral do PS com os seus discursos missais, em que ninguém ousa colocar em causa tal pensamento perspicaz.
Faltou uma certa esquerda, dizia ontem o DN, quase tornado na “Acção Socialista” que tem acesso ao público em geral. Faltou a esquerda, aquela que verdadeiramente se preocupa, aquela que verdadeiramente tem exercido o papel actuante na sociedade portuguesa. Não é a esquerda que tem um acordo em Lisboa e que continua a passar paninhos quentes, regentes a aparelhos partidários e a interesses pessoais.
A lotação esgotada (cerca de 500 pessoas) foi logo transparecida para a opinião pública como um grande sucesso. Mas se virmos bem, 500 pessoas num Teatro não será o melhor cartão de visita para a mesma esquerda que se quer activa e contra um Governo falso de ideologia e acções…
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